terça-feira, 7 de maio de 2013

abril/13
EFEITOS DA ATUAÇÃO DOS PAIS QUE MARCAM PARA SEMPRE




Mães e pais, se vocês soubessem o que gera a falta de carinho nos filhos!!!



Quando é criança, a menina brinca de boneca... finge que dá banho, penteia, coloca para dormir. Um dia a menina, já moça, se casa e tem um filho ou uma filha. Enquanto a criança é pequena, um pouco maior que uma boneca, a maioria das mães e dos pais demonstram prazer em cuidar. Há exceções...



Existem aquelas mães que conseguiram ser carinhosas com o seu bebê. Ele era o seu bebê. Os pais que diziam esperar o filho crescer para levar ao futebol... Mas a criança cresceu, começou a manifestar seus sentimentos, emoções e vontades; que nem sempre se identificavam com as suas próprias decisões. E aí começaram os conflitos. Aquela criança que a mulher e o homem tiveram para si contrariava seus planos: tinha vontade própria. E nas mínimas coisas vieram as repressões. Dependendo de cada um, sérias demais para serem esquecidas ao longo de toda a vida. Justificadas por frases como essas:



- “Quando casar, passa”( ao assistir a criança se machucando )

- “Engole o choro” ( diante de alguma manifestação de sofrimento da criança ou adolescente )

- “Bato porque fui educado assim, apanhando...”







Hoje em dia está provado pela neurociência o quanto a dor moral , a tristeza, a rejeição refletem na nossa história de vida. As experiências emocionais dolorosas da infância deixam marcas que afetam o comportamento do adulto. Um adulto que sofreu o desrespeito aos seus sentimentos precisa de muito apoio psicológico para tratar as cicatrizes do desamor. Torna-se desconfiado, não se sente digno de ser amado. Muitas vezes precisa até maltratar e trair, para conferir se realmente sentem algum afeto por ele.



Os pais , quando, deparando-se com o choro de um filho, diziam: “quando casar passa , engole o choro”, não conseguiam atender ao apelo de atenção que representava aquele choro. Sem falar naqueles que surravam a criança, para ela se calar ... e os filhos foram-se acostumando a saber que sua dor não era reconhecida e, se não era reconhecida, ele não era digno de ser querido. Essa impressão ficava como registro para o resto da vida, ou até vir à tona numa sessão de análise onde emerge a lembrança dolorosamente arquivada e escondida.



Não quero aqui, com essas palavras, acusar os pais, pois muitos não tinham condição de ver e prever os efeitos gerados em suas atitudes. Seguiam os modelos recebidos. Mas não é motivo para, nesta oportunidade, tentarmos evitar que histórias semelhantes se repitam. Carregamos conosco os fantasmas da infância, tudo o que nos atemorizou, tudo o que nos magoou, tudo o que nos impressionou.



Repito: muitas meninas querem ser mães porque acham lindo carregar aquele bebê , cuidar dele como cuidavam das bonecas. Mas não sabem o que fazer quando eles crescem e têm vontade própria. Querem continuar atuando sobre eles , decidindo com o que vesti-los também emocionalmente. E aí surgem os machucados escondidos na pele desde criança...Por exemplo, um tique nervoso, uma gagueira, choro contínuo, um medo específico que aparece. Alguém até avisa. Mas, ocupados com o dia a dia, com as tarefas do cotidiano, os pais não conseguem atribuir àquele sintoma o peso que mereceria.



Esse é outro problema muito comum na educação: não prestar muita atenção a alguns sinais, achando que vão passar sozinhos. E mais tarde se confrontar com patologias bem maiores.



O inconsciente está sempre atuando. Escondendo dos responsáveis uma possível abordagem mais efetiva, a busca de tratamento no momento certo.



Sempre que se verifica algum problema na criança ou no adolescente, não se pode fingir que não está vendo: é um alerta para se seguir e pesquisar. Uma criança que está bem não tem problemas na escola, não vive brigando, nem em casa, nem com os colegas.



É difícil viver, mais difícil educar. Mas a boa disposição para acertar, a abordagem com amor, o cuidado de quem está trazendo para o mundo uma nova esperança de melhora, é motivo para se tentar.



Sempre é tempo, enquanto há vida, de se corrigir a falta que teve num passado distante. Mães e pais, olhem nos olhos de seus filhos e busquem um contato. O momento de conexão vai lhes dar forças para descobrir o que eles carregam em seus corações. E terá valido vocês os terem trazido para o mundo.






EFEITOS DA ATUAÇÃO DOS PAIS QUE MARCAM PARA SEMPRE




Mães e pais, se vocês soubessem o que gera a falta de carinho nos filhos!!!



Quando é criança, a menina brinca de boneca... finge que dá banho, penteia, coloca para dormir. Um dia a menina, já moça, se casa e tem um filho ou uma filha. Enquanto a criança é pequena, um pouco maior que uma boneca, a maioria das mães e dos pais demonstram prazer em cuidar. Há exceções...



Existem aquelas mães que conseguiram ser carinhosas com o seu bebê. Ele era o seu bebê. Os pais que diziam esperar o filho crescer para levar ao futebol... Mas a criança cresceu, começou a manifestar seus sentimentos, emoções e vontades; que nem sempre se identificavam com as suas próprias decisões. E aí começaram os conflitos. Aquela criança que a mulher e o homem tiveram para si contrariava seus planos: tinha vontade própria. E nas mínimas coisas vieram as repressões. Dependendo de cada um, sérias demais para serem esquecidas ao longo de toda a vida. Justificadas por frases como essas:



- “Quando casar, passa”( ao assistir a criança se machucando )

- “Engole o choro” ( diante de alguma manifestação de sofrimento da criança ou adolescente )

- “Bato porque fui educado assim, apanhando...”







Hoje em dia está provado pela neurociência o quanto a dor moral , a tristeza, a rejeição refletem na nossa história de vida. As experiências emocionais dolorosas da infância deixam marcas que afetam o comportamento do adulto. Um adulto que sofreu o desrespeito aos seus sentimentos precisa de muito apoio psicológico para tratar as cicatrizes do desamor. Torna-se desconfiado, não se sente digno de ser amado. Muitas vezes precisa até maltratar e trair, para conferir se realmente sentem algum afeto por ele.



Os pais , quando, deparando-se com o choro de um filho, diziam: “quando casar passa , engole o choro”, não conseguiam atender ao apelo de atenção que representava aquele choro. Sem falar naqueles que surravam a criança, para ela se calar ... e os filhos foram-se acostumando a saber que sua dor não era reconhecida e, se não era reconhecida, ele não era digno de ser querido. Essa impressão ficava como registro para o resto da vida, ou até vir à tona numa sessão de análise onde emerge a lembrança dolorosamente arquivada e escondida.



Não quero aqui, com essas palavras, acusar os pais, pois muitos não tinham condição de ver e prever os efeitos gerados em suas atitudes. Seguiam os modelos recebidos. Mas não é motivo para, nesta oportunidade, tentarmos evitar que histórias semelhantes se repitam. Carregamos conosco os fantasmas da infância, tudo o que nos atemorizou, tudo o que nos magoou, tudo o que nos impressionou.



Repito: muitas meninas querem ser mães porque acham lindo carregar aquele bebê , cuidar dele como cuidavam das bonecas. Mas não sabem o que fazer quando eles crescem e têm vontade própria. Querem continuar atuando sobre eles , decidindo com o que vesti-los também emocionalmente. E aí surgem os machucados escondidos na pele desde criança...Por exemplo, um tique nervoso, uma gagueira, choro contínuo, um medo específico que aparece. Alguém até avisa. Mas, ocupados com o dia a dia, com as tarefas do cotidiano, os pais não conseguem atribuir àquele sintoma o peso que mereceria.



Esse é outro problema muito comum na educação: não prestar muita atenção a alguns sinais, achando que vão passar sozinhos. E mais tarde se confrontar com patologias bem maiores.



O inconsciente está sempre atuando. Escondendo dos responsáveis uma possível abordagem mais efetiva, a busca de tratamento no momento certo.



Sempre que se verifica algum problema na criança ou no adolescente, não se pode fingir que não está vendo: é um alerta para se seguir e pesquisar. Uma criança que está bem não tem problemas na escola, não vive brigando, nem em casa, nem com os colegas.



É difícil viver, mais difícil educar. Mas a boa disposição para acertar, a abordagem com amor, o cuidado de quem está trazendo para o mundo uma nova esperança de melhora, é motivo para se tentar.



Sempre é tempo, enquanto há vida, de se corrigir a falta que teve num passado distante. Mães e pais, olhem nos olhos de seus filhos e busquem um contato. O momento de conexão vai lhes dar forças para descobrir o que eles carregam em seus corações. E terá valido vocês os terem trazido para o mundo.




























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