A LIBERDADE QUE ESCRAVIZA
Se eu pudesse deixar algum presente para você, deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos. Deixaria a consciência de aprender tudo que nos foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria dos erros que foram cometidos, como sinais para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos deixaria para você, se pudesse e o respeito àquilo que é indispensável, além do pão, o trabalho e a ação.
E, quando tudo mais faltasse para você, eu deixaria, se pudesse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo, o respeito e a força para encontrar a saída.
Gandhi
Liberdade. Esse poder sonhado pelas criaturas limitadas pela morte. Mas que carregam o infinito na alma. O que dizer, como tratar aqueles que perderam quase tudo, como nossos irmãos da região serrana? Como ainda ter coragem de falar em buscas, ideais, decisões? Confesso que estava muito difícil escrever este texto. Sei que todos temos como certeza absoluta o fim da nossa passagem, mas ao se confrontar com a dor daqueles que não estavam preparados para tanto luto, serão possíveis, aceitas, permitidas as palavras? Parece um supremo luxo o ato de escrever simultâneo ao espetáculo da tragédia presente. Mas quem está preparado? Como saber? As palavras de Gandhi, de certa maneira, me obrigaram a retomar minha forma de atender às dores da vida: ativando o pensamento e o conectando à fonte. Entregando-me e me colocando à disposição do que está por vir. E se as palavras, como o espíritos, não se tocam com as mãos, não nos abraçam, ainda são elas que nos encaminham para a compreensão de nós mesmos e daqueles que escolhemos para compartilhar. É através das palavras, meu material de trabalho, que assisto à melhora dos que começam a vencer seus obstáculos emocionais.
A liberdade. Hoje mais exacerbada que noutros tempos culturais, vem como resultado de filosofias existencialistas e do pragmatismo do descartável. Submeter-se à disciplina de valores fundamentais que reconhecem o sentido do indestrutível seria a direção a tomar.
De formas diversas deixamos que os acontecimentos nos façam parar: quando apaixonados por alguém, mobilizando nossos sentidos numa obsessão – e todas as atividades quase cessam para nos dedicarmos àquele foco; logo após fortes doenças e perdas, perdurando o tempo de nossa atenção no sofrimento, ou ainda dedicados a uma missão especial, uma vocação definida... mas existe uma forma que nos pode escapar: quando, evitando prender-se a qualquer envolvimento, nosso espírito decide não escolher entre uma e outra coisa. Experimentando a sensação de uma falsa onipotência. Sentimos como se tudo nos fosse permitido, e na divisão ambígua de dominar os dois lados, caímos noutra espécie de escravidão. Tornamo-nos incapazes de nos comprometer. Incapazes de obedecer aos elos do amor, da vocação, de nos desgastarmos numa ação nobre e aceitar os efeitos do tempo que a todos atinge. Ocupando o lugar de quem, em psicanálise, poderíamos denominar de narcisista.
A palavra decidir vem da latina decidere, que significa cortar. Para optar livremente por alguma direção, vem sempre a inevitável escolha. Lembrando-nos de que somos limitados. De que, ocupando o nosso lugar, andando num espaço, assumimos nosso lado, admitimos o outro, somamos e assim compomos uma vida mais completa. Ao querermos tudo, paralisamos, acabamos não indo para direção alguma. Perdemos o tempo, a vocação, a oportunidade. Se procurarmos ocupar bem nossa posição, e parte dela não fomos nós que escolhemos, teremos na atitude de simplicidade exercido a liberdade que nos é possível. Se o acaso do fim chegar, como sempre chega, num instante imprevisto, teremos, pelo menos, a resposta do amor e da dedicação para entregar. Como nossos outros irmãos sobreviventes, que estão oferecendo seu carinho voluntário àqueles que viram parte de si mesmos se desprender.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Texto janeiro 2011
ENCONTRANDO O AMOR
Quando se consegue atingir o eu real, descartando a falsa personalidade, cria-se condições para o amor sem ilusões. O amor de ilusão é aquele perdemos um dia; aquele que imaginamos ter ao lado visto pelo filtro distorcido da carência, da ansiedade, do medo de ficar só, da expectativa feita de projeção do desejo. Olhando para trás, as relações humanas que nos desencantaram só atenderam ao nosso medo, até termos conseguido tirar a casca das defesas do falso eu e sermos nós mesmos. Aquele que olhávamos não era um sujeito real.
Como superar essa questão? Se o amor só traz felicidade, por que essa dificuldade de entrega, esses disfarces gerando isolamento e não comunicação?
O medo, se por um lado impede, ao mesmo tempo aponta para o desejo; precisa ser entendido. Vamos olhar atentamente para ele, conversar com ele, descobrir o que o compõe, o que está por trás de sua aparição; desde quando ele estava adormecido e por que despertou.
Não vamos deixar nossas dificuldades e diferenças destruírem os encontros que nos fazem bem, os sentimentos que nos unem a alguém com quem nos identificamos em corpo e mente. E aqui cabem também as amizades.
Vamos refletir um pouco sobre as causas que nos afastam de nossas pessoas queridas.
Observando separações em pessoas diversas, identifico em alguns ex-parceiros exigências que poderiam ser superadas: só porque as idéias que expõem, os livros que leram – ou não - os sons que ouvem - ou não- só porque sua visão de mundo,seu gosto, sua fé diferem do que elegeram como seus favoritos, uma grande maioria se apressa em classificar de inferior aquilo com que não concorda. O que será que transforma alguns egos em autoridade e centro de critério universal, não evocando nem mesmo uma oportunidade de julgar melhor suas próprias capacidades? É o que a maioria faz, sem dar sequer oportunidade ao outro lado de defender suas posições. Aumenta a desconfiança sedimentada no orgulho. Assisto a possibilidades bonitas de relacionamentos se perderem em preconceitos.
Carlos Drummond de Andrade afirmava: Tive um amor porque mereci. Sempre repito esta frase. Gosto dela. Ela é psicanalítica: o que é ter atitude psicanalítica? Reconhecer que a causa de muito acontecimento em nossa vida está nas nossas próprias atitudes. E também: ela é esotérica: Por quê?
Nas leis que todos os mestres do pensamento nos ensinam, a causa de não conseguirmos uma graça está na nossa atitude de ressentimento, de não conseguir perdoar. Os mais elevados pensadores nos transmitem esse conhecimento, que agora repasso para quem quiser ter uma nova fase de vida mais feliz, quem quiser merecer a vida em estado de amor:
RECAPITULANDO ALGUMAS LEIS DO AMOR E DA FELICIDADE:
Em todas as linhas de pensamento, para se evoluir, isto é: sair da vida rasteira de só comer, dormir, trabalhar, reproduzir e um dia morrer...um dos itens necessários é desapegar-se do medo, das mágoas, dos ressentimentos.
Uma das formas é pedir a Deus, à Vida, ou ao que crê como fonte de graça, para receber forças no sentido de tornar-se cada vez mais o que tem que ser, quem é verdadeiramente. Entregar-se à fé. Sem essa entrega, não se faz a transformação necessária. Isso pode levar tempo Há mágoas e lembranças tristes que dificultam. Mas se insistirmos, um dia acordamos leves. O perdão se fez. Estamos prontos para a outra etapa: o merecimento: merecer o que desejamos.
Transcrevo aqui, com minhas palavras, as lições do Mestre Masaharu Taniguchi, fundador da filosofia espiritualista Seicho-No –Ie:
Às vezes, quase sempre, se atrai problemas porque não se perdoou alguém que nos magoou. Na verdade ninguém nos magoa, as pessoas agem do jeito que podem e a gente recebe suas ações como seus erros. Mas tudo o que nos acontece nos ensina alguma coisa.
Aproveitamos o que nos aconteceu ou nos feriu para aprender. A sabedoria espiritual nos ensina que a maneira de ficarmos livres da ligação com a negatividade é não apenas perdoar, mas agradecer ao que – ou a quem - nos deu oportunidade de crescer. Para isso, começamos nossa aprendizagem com a oração do perdão, que devemos repetir muito, até ter o sentimento de perdão e agradecimento dentro de nós, sentindo-nos apaziguados:
ORAÇÃO PARA PERDOAR ( de Masaharu Taniguchi)
Eu o(a) perdoei, e você me perdoou,
Eu e você somos um só perante Deus.
Eu o amo, e você me ama também;
Eu e você somos um só perante Deus.
Eu lhe agradeço e você me agradece.
Obrigado(a), obrigado(a), obrigado(a)
Obrigado(a), Obrigado(a).
Não existe mais nenhum ressentimento
Entre nós.
Oro sinceramente pela sua felicidade.
Seja cada vez mais feliz.
Deus o(a)perdoa.
Portanto eu também o(a) perdoo .
Eu perdoei a todas as pessoas. Eu acolho a todos eles
Com o amor de Deus.
Da mesma forma, Deus me perdoa os erros
E me acolhe com o seu Imenso Amor.
Quando aquele que conseguiu vencer o ressentimento pelo perdão desejar muito encontrar seu parceiro amoroso, ensina novamente o Mestre, está pronto para evocá-lo através da oração de sua autoria que copio aqui:
ORAÇÃO DA METADE DA ALMA
Ó DEUS, SEI QUE EXISTE NESTE MUNDO UMA PESSOA QUE VÓS ESTAIS RESERVANDO PARA MIM E QUE É A OUTRA METADE DA MINHA ALMA. BEM NO ÍNTIMO DA MINHA ALMA EU SEI ONDE ESSA PESSOA SE ENCONTRA NESTE MOMENTO. ONDE QUER QUE ELA (E) SE ENCONTRE, A FORÇA MAGNÉTICA DO AMOR FARÁ COM QUE NOS APROXIMEMOS INFALIVELMENTE , E ENTÃO SE DARÁ UMA UNIÃO HARMONIOSA E ABENÇOADA POR TODOS. EU VOS AGRADEÇO, DEUS, POR HAVERDES FEITO A OUTRA METADE DA MINHA ALMA, E POR ESTARDES PROVIDENCIANDO PARA NOS CONDUZIR ATÉ UM CASAMENTO FELIZ.
Completando com muito amor a direção dessas preciosas informações, para quem sabe reconhecer, indico o site http://www.gvolive.com/conference,kaanda
Texto janeiro/11
MERECENDO A GRAÇA
Mês passado, falando das condições propícias para se receber graças, comentei que quem não tem condição de perdoar inviabiliza a oportunidade de ser abençoado. É difícil, mas, se insistirmos, vamos atingir a consciência de que nós e o outro, em essência, somos partes de um mesmo todo.
Acrescento agora, lembrada pela observação sempre construtiva e motivadora da Professora de Yoga Léa Mello, que, fundamental para nossa alma estar aberta aos bens que a vida tem para nos oferecer, é, antes de tudo, perdoarmos a nós mesmos. Um trabalho profundo é exigido de quem busca o estado de felicidade. Viver roendo por dentro, culpando-se por atitudes que já não podem mais ser alteradas, criticando-se por não possuir determinadas qualidades que admira no próximo, é uma forma de não se perdoar. É alimentar culpa inútil. Traz desamor.
Quais as situações que sinalizam a sensação angustiada de que sempre carecemos de alguma coisa para estarmos bem? Como identificar a causa dessa ansiedade difusa, com efeitos tão fortes que sufocam, gerando sintomas? Os apressados atribuem à falta de bens, de companhias adequadas, de afetos. Mas sabemos que não é tão simples. È preciso buscar fundo, nesse encontro de almas que é a presença do analisando com o psicanalista, no espaço criado onde se espera a resposta a cada indagação. Ou, ainda, para quem já equacionou suas questões emocionais, na presença de um mestre, no silêncio da meditação alcançada.
Podemos, na intimidade e no silêncio do encontro de nossa cabeça com o travesseiro, afirmar antes de cada adormecer:
Aceito profundamente todo o meu ser. Minha mente perdoa meu coração, meu coração perdoa minha mente. Aqui, onde minha consciência se encontra, não há mais lugar para mágoas e arrependimentos. Meus pensamentos e atitudes geram compreensão e todo meu ser mergulha no infinito amor de Deus.
Este estado de felicidade, que só depende da nossa atitude, é o que desejo a todos que buscam alguma Graça.
Quando se consegue atingir o eu real, descartando a falsa personalidade, cria-se condições para o amor sem ilusões. O amor de ilusão é aquele perdemos um dia; aquele que imaginamos ter ao lado visto pelo filtro distorcido da carência, da ansiedade, do medo de ficar só, da expectativa feita de projeção do desejo. Olhando para trás, as relações humanas que nos desencantaram só atenderam ao nosso medo, até termos conseguido tirar a casca das defesas do falso eu e sermos nós mesmos. Aquele que olhávamos não era um sujeito real.
Como superar essa questão? Se o amor só traz felicidade, por que essa dificuldade de entrega, esses disfarces gerando isolamento e não comunicação?
O medo, se por um lado impede, ao mesmo tempo aponta para o desejo; precisa ser entendido. Vamos olhar atentamente para ele, conversar com ele, descobrir o que o compõe, o que está por trás de sua aparição; desde quando ele estava adormecido e por que despertou.
Não vamos deixar nossas dificuldades e diferenças destruírem os encontros que nos fazem bem, os sentimentos que nos unem a alguém com quem nos identificamos em corpo e mente. E aqui cabem também as amizades.
Vamos refletir um pouco sobre as causas que nos afastam de nossas pessoas queridas.
Observando separações em pessoas diversas, identifico em alguns ex-parceiros exigências que poderiam ser superadas: só porque as idéias que expõem, os livros que leram – ou não - os sons que ouvem - ou não- só porque sua visão de mundo,seu gosto, sua fé diferem do que elegeram como seus favoritos, uma grande maioria se apressa em classificar de inferior aquilo com que não concorda. O que será que transforma alguns egos em autoridade e centro de critério universal, não evocando nem mesmo uma oportunidade de julgar melhor suas próprias capacidades? É o que a maioria faz, sem dar sequer oportunidade ao outro lado de defender suas posições. Aumenta a desconfiança sedimentada no orgulho. Assisto a possibilidades bonitas de relacionamentos se perderem em preconceitos.
Carlos Drummond de Andrade afirmava: Tive um amor porque mereci. Sempre repito esta frase. Gosto dela. Ela é psicanalítica: o que é ter atitude psicanalítica? Reconhecer que a causa de muito acontecimento em nossa vida está nas nossas próprias atitudes. E também: ela é esotérica: Por quê?
Nas leis que todos os mestres do pensamento nos ensinam, a causa de não conseguirmos uma graça está na nossa atitude de ressentimento, de não conseguir perdoar. Os mais elevados pensadores nos transmitem esse conhecimento, que agora repasso para quem quiser ter uma nova fase de vida mais feliz, quem quiser merecer a vida em estado de amor:
RECAPITULANDO ALGUMAS LEIS DO AMOR E DA FELICIDADE:
Em todas as linhas de pensamento, para se evoluir, isto é: sair da vida rasteira de só comer, dormir, trabalhar, reproduzir e um dia morrer...um dos itens necessários é desapegar-se do medo, das mágoas, dos ressentimentos.
Uma das formas é pedir a Deus, à Vida, ou ao que crê como fonte de graça, para receber forças no sentido de tornar-se cada vez mais o que tem que ser, quem é verdadeiramente. Entregar-se à fé. Sem essa entrega, não se faz a transformação necessária. Isso pode levar tempo Há mágoas e lembranças tristes que dificultam. Mas se insistirmos, um dia acordamos leves. O perdão se fez. Estamos prontos para a outra etapa: o merecimento: merecer o que desejamos.
Transcrevo aqui, com minhas palavras, as lições do Mestre Masaharu Taniguchi, fundador da filosofia espiritualista Seicho-No –Ie:
Às vezes, quase sempre, se atrai problemas porque não se perdoou alguém que nos magoou. Na verdade ninguém nos magoa, as pessoas agem do jeito que podem e a gente recebe suas ações como seus erros. Mas tudo o que nos acontece nos ensina alguma coisa.
Aproveitamos o que nos aconteceu ou nos feriu para aprender. A sabedoria espiritual nos ensina que a maneira de ficarmos livres da ligação com a negatividade é não apenas perdoar, mas agradecer ao que – ou a quem - nos deu oportunidade de crescer. Para isso, começamos nossa aprendizagem com a oração do perdão, que devemos repetir muito, até ter o sentimento de perdão e agradecimento dentro de nós, sentindo-nos apaziguados:
ORAÇÃO PARA PERDOAR ( de Masaharu Taniguchi)
Eu o(a) perdoei, e você me perdoou,
Eu e você somos um só perante Deus.
Eu o amo, e você me ama também;
Eu e você somos um só perante Deus.
Eu lhe agradeço e você me agradece.
Obrigado(a), obrigado(a), obrigado(a)
Obrigado(a), Obrigado(a).
Não existe mais nenhum ressentimento
Entre nós.
Oro sinceramente pela sua felicidade.
Seja cada vez mais feliz.
Deus o(a)perdoa.
Portanto eu também o(a) perdoo .
Eu perdoei a todas as pessoas. Eu acolho a todos eles
Com o amor de Deus.
Da mesma forma, Deus me perdoa os erros
E me acolhe com o seu Imenso Amor.
Quando aquele que conseguiu vencer o ressentimento pelo perdão desejar muito encontrar seu parceiro amoroso, ensina novamente o Mestre, está pronto para evocá-lo através da oração de sua autoria que copio aqui:
ORAÇÃO DA METADE DA ALMA
Ó DEUS, SEI QUE EXISTE NESTE MUNDO UMA PESSOA QUE VÓS ESTAIS RESERVANDO PARA MIM E QUE É A OUTRA METADE DA MINHA ALMA. BEM NO ÍNTIMO DA MINHA ALMA EU SEI ONDE ESSA PESSOA SE ENCONTRA NESTE MOMENTO. ONDE QUER QUE ELA (E) SE ENCONTRE, A FORÇA MAGNÉTICA DO AMOR FARÁ COM QUE NOS APROXIMEMOS INFALIVELMENTE , E ENTÃO SE DARÁ UMA UNIÃO HARMONIOSA E ABENÇOADA POR TODOS. EU VOS AGRADEÇO, DEUS, POR HAVERDES FEITO A OUTRA METADE DA MINHA ALMA, E POR ESTARDES PROVIDENCIANDO PARA NOS CONDUZIR ATÉ UM CASAMENTO FELIZ.
Completando com muito amor a direção dessas preciosas informações, para quem sabe reconhecer, indico o site http://www.gvolive.com/conference,kaanda
Texto janeiro/11
MERECENDO A GRAÇA
Mês passado, falando das condições propícias para se receber graças, comentei que quem não tem condição de perdoar inviabiliza a oportunidade de ser abençoado. É difícil, mas, se insistirmos, vamos atingir a consciência de que nós e o outro, em essência, somos partes de um mesmo todo.
Acrescento agora, lembrada pela observação sempre construtiva e motivadora da Professora de Yoga Léa Mello, que, fundamental para nossa alma estar aberta aos bens que a vida tem para nos oferecer, é, antes de tudo, perdoarmos a nós mesmos. Um trabalho profundo é exigido de quem busca o estado de felicidade. Viver roendo por dentro, culpando-se por atitudes que já não podem mais ser alteradas, criticando-se por não possuir determinadas qualidades que admira no próximo, é uma forma de não se perdoar. É alimentar culpa inútil. Traz desamor.
Quais as situações que sinalizam a sensação angustiada de que sempre carecemos de alguma coisa para estarmos bem? Como identificar a causa dessa ansiedade difusa, com efeitos tão fortes que sufocam, gerando sintomas? Os apressados atribuem à falta de bens, de companhias adequadas, de afetos. Mas sabemos que não é tão simples. È preciso buscar fundo, nesse encontro de almas que é a presença do analisando com o psicanalista, no espaço criado onde se espera a resposta a cada indagação. Ou, ainda, para quem já equacionou suas questões emocionais, na presença de um mestre, no silêncio da meditação alcançada.
Podemos, na intimidade e no silêncio do encontro de nossa cabeça com o travesseiro, afirmar antes de cada adormecer:
Aceito profundamente todo o meu ser. Minha mente perdoa meu coração, meu coração perdoa minha mente. Aqui, onde minha consciência se encontra, não há mais lugar para mágoas e arrependimentos. Meus pensamentos e atitudes geram compreensão e todo meu ser mergulha no infinito amor de Deus.
Este estado de felicidade, que só depende da nossa atitude, é o que desejo a todos que buscam alguma Graça.
texto dez,/10
ENCONTRANDO O AMOR
Quando se consegue atingir o eu real, descartando a falsa personalidade, cria-se condições para o amor sem ilusões. O amor de ilusão é aquele perdemos um dia; aquele que imaginamos ter ao lado visto pelo filtro distorcido da carência, da ansiedade, do medo de ficar só, da expectativa feita de projeção do desejo. Olhando para trás, as relações humanas que nos desencantaram só atenderam ao nosso medo, até termos conseguido tirar a casca das defesas do falso eu e sermos nós mesmos. Aquele que olhávamos não era um sujeito real.
Como superar essa questão? Se o amor só traz felicidade, por que essa dificuldade de entrega, esses disfarces gerando isolamento e não comunicação?
O medo, se por um lado impede, ao mesmo tempo aponta para o desejo; precisa ser entendido. Vamos olhar atentamente para ele, conversar com ele, descobrir o que o compõe, o que está por trás de sua aparição; desde quando ele estava adormecido e por que despertou.
Não vamos deixar nossas dificuldades e diferenças destruírem os encontros que nos fazem bem, os sentimentos que nos unem a alguém com quem nos identificamos em corpo e mente. E aqui cabem também as amizades.
Vamos refletir um pouco sobre as causas que nos afastam de nossas pessoas queridas.
Observando separações em pessoas diversas, identifico em alguns ex-parceiros exigências que poderiam ser superadas: só porque as idéias que expõem, os livros que leram – ou não - os sons que ouvem - ou não- só porque sua visão de mundo,seu gosto, sua fé diferem do que elegeram como seus favoritos, uma grande maioria se apressa em classificar de inferior aquilo com que não concorda. O que será que transforma alguns egos em autoridade e centro de critério universal, não evocando nem mesmo uma oportunidade de julgar melhor suas próprias capacidades? É o que a maioria faz, sem dar sequer oportunidade ao outro lado de defender suas posições. Aumenta a desconfiança sedimentada no orgulho. Assisto a possibilidades bonitas de relacionamentos se perderem em preconceitos.
Carlos Drummond de Andrade afirmava: Tive um amor porque mereci. Sempre repito esta frase. Gosto dela. Ela é psicanalítica: o que é ter atitude psicanalítica? Reconhecer que a causa de muito acontecimento em nossa vida está nas nossas próprias atitudes. E também: ela é esotérica: Por quê?
Nas leis que todos os mestres do pensamento nos ensinam, a causa de não conseguirmos uma graça está na nossa atitude de ressentimento, de não conseguir perdoar. Os mais elevados pensadores nos transmitem esse conhecimento, que agora repasso para quem quiser ter uma nova fase de vida mais feliz, quem quiser merecer a vida em estado de amor:
RECAPITULANDO ALGUMAS LEIS DO AMOR E DA FELICIDADE:
Em todas as linhas de pensamento, para se evoluir, isto é: sair da vida rasteira de só comer, dormir, trabalhar, reproduzir e um dia morrer...um dos itens necessários é desapegar-se do medo, das mágoas, dos ressentimentos.
Uma das formas é pedir a Deus, à Vida, ou ao que crê como fonte de graça, para receber forças no sentido de tornar-se cada vez mais o que tem que ser, quem é verdadeiramente. Entregar-se à fé. Sem essa entrega, não se faz a transformação necessária. Isso pode levar tempo Há mágoas e lembranças tristes que dificultam. Mas se insistirmos, um dia acordamos leves. O perdão se fez. Estamos prontos para a outra etapa: o merecimento: merecer o que desejamos.
Transcrevo aqui, com minhas palavras, as lições do Mestre Masaharu Taniguchi, fundador da filosofia espiritualista Seicho-No –Ie:
Às vezes, quase sempre, se atrai problemas porque não se perdoou alguém que nos magoou. Na verdade ninguém nos magoa, as pessoas agem do jeito que podem e a gente recebe suas ações como seus erros. Mas tudo o que nos acontece nos ensina alguma coisa.
Aproveitamos o que nos aconteceu ou nos feriu para aprender. A sabedoria espiritual nos ensina que a maneira de ficarmos livres da ligação com a negatividade é não apenas perdoar, mas agradecer ao que – ou a quem - nos deu oportunidade de crescer. Para isso, começamos nossa aprendizagem com a oração do perdão, que devemos repetir muito, até ter o sentimento de perdão e agradecimento dentro de nós, sentindo-nos apaziguados:
ORAÇÃO PARA PERDOAR ( de Masaharu Taniguchi)
Eu o(a) perdoei, e você me perdoou,
Eu e você somos um só perante Deus.
Eu o amo, e você me ama também;
Eu e você somos um só perante Deus.
Eu lhe agradeço e você me agradece.
Obrigado(a), obrigado(a), obrigado(a)
Obrigado(a), Obrigado(a).
Não existe mais nenhum ressentimento
Entre nós.
Oro sinceramente pela sua felicidade.
Seja cada vez mais feliz.
Deus o(a)perdoa.
Portanto eu também o(a) perdoo .
Eu perdoei a todas as pessoas. Eu acolho a todos eles
Com o amor de Deus.
Da mesma forma, Deus me perdoa os erros
E me acolhe com o seu Imenso Amor.
Quando aquele que conseguiu vencer o ressentimento pelo perdão desejar muito encontrar seu parceiro amoroso, ensina novamente o Mestre, está pronto para evocá-lo através da oração de sua autoria que copio aqui:
ORAÇÃO DA METADE DA ALMA
Ó DEUS, SEI QUE EXISTE NESTE MUNDO UMA PESSOA QUE VÓS ESTAIS RESERVANDO PARA MIM E QUE É A OUTRA METADE DA MINHA ALMA. BEM NO ÍNTIMO DA MINHA ALMA EU SEI ONDE ESSA PESSOA SE ENCONTRA NESTE MOMENTO. ONDE QUER QUE ELA (E) SE ENCONTRE, A FORÇA MAGNÉTICA DO AMOR FARÁ COM QUE NOS APROXIMEMOS INFALIVELMENTE , E ENTÃO SE DARÁ UMA UNIÃO HARMONIOSA E ABENÇOADA POR TODOS. EU VOS AGRADEÇO, DEUS, POR HAVERDES FEITO A OUTRA METADE DA MINHA ALMA, E POR ESTARDES PROVIDENCIANDO PARA NOS CONDUZIR ATÉ UM CASAMENTO FELIZ.
Completando com muito amor a direção dessas preciosas informações, para quem sabe reconhecer, indico o site http://www.gvolive.com/conference,kaanda .
Feliz Natal para todos, Namastê !
Quando se consegue atingir o eu real, descartando a falsa personalidade, cria-se condições para o amor sem ilusões. O amor de ilusão é aquele perdemos um dia; aquele que imaginamos ter ao lado visto pelo filtro distorcido da carência, da ansiedade, do medo de ficar só, da expectativa feita de projeção do desejo. Olhando para trás, as relações humanas que nos desencantaram só atenderam ao nosso medo, até termos conseguido tirar a casca das defesas do falso eu e sermos nós mesmos. Aquele que olhávamos não era um sujeito real.
Como superar essa questão? Se o amor só traz felicidade, por que essa dificuldade de entrega, esses disfarces gerando isolamento e não comunicação?
O medo, se por um lado impede, ao mesmo tempo aponta para o desejo; precisa ser entendido. Vamos olhar atentamente para ele, conversar com ele, descobrir o que o compõe, o que está por trás de sua aparição; desde quando ele estava adormecido e por que despertou.
Não vamos deixar nossas dificuldades e diferenças destruírem os encontros que nos fazem bem, os sentimentos que nos unem a alguém com quem nos identificamos em corpo e mente. E aqui cabem também as amizades.
Vamos refletir um pouco sobre as causas que nos afastam de nossas pessoas queridas.
Observando separações em pessoas diversas, identifico em alguns ex-parceiros exigências que poderiam ser superadas: só porque as idéias que expõem, os livros que leram – ou não - os sons que ouvem - ou não- só porque sua visão de mundo,seu gosto, sua fé diferem do que elegeram como seus favoritos, uma grande maioria se apressa em classificar de inferior aquilo com que não concorda. O que será que transforma alguns egos em autoridade e centro de critério universal, não evocando nem mesmo uma oportunidade de julgar melhor suas próprias capacidades? É o que a maioria faz, sem dar sequer oportunidade ao outro lado de defender suas posições. Aumenta a desconfiança sedimentada no orgulho. Assisto a possibilidades bonitas de relacionamentos se perderem em preconceitos.
Carlos Drummond de Andrade afirmava: Tive um amor porque mereci. Sempre repito esta frase. Gosto dela. Ela é psicanalítica: o que é ter atitude psicanalítica? Reconhecer que a causa de muito acontecimento em nossa vida está nas nossas próprias atitudes. E também: ela é esotérica: Por quê?
Nas leis que todos os mestres do pensamento nos ensinam, a causa de não conseguirmos uma graça está na nossa atitude de ressentimento, de não conseguir perdoar. Os mais elevados pensadores nos transmitem esse conhecimento, que agora repasso para quem quiser ter uma nova fase de vida mais feliz, quem quiser merecer a vida em estado de amor:
RECAPITULANDO ALGUMAS LEIS DO AMOR E DA FELICIDADE:
Em todas as linhas de pensamento, para se evoluir, isto é: sair da vida rasteira de só comer, dormir, trabalhar, reproduzir e um dia morrer...um dos itens necessários é desapegar-se do medo, das mágoas, dos ressentimentos.
Uma das formas é pedir a Deus, à Vida, ou ao que crê como fonte de graça, para receber forças no sentido de tornar-se cada vez mais o que tem que ser, quem é verdadeiramente. Entregar-se à fé. Sem essa entrega, não se faz a transformação necessária. Isso pode levar tempo Há mágoas e lembranças tristes que dificultam. Mas se insistirmos, um dia acordamos leves. O perdão se fez. Estamos prontos para a outra etapa: o merecimento: merecer o que desejamos.
Transcrevo aqui, com minhas palavras, as lições do Mestre Masaharu Taniguchi, fundador da filosofia espiritualista Seicho-No –Ie:
Às vezes, quase sempre, se atrai problemas porque não se perdoou alguém que nos magoou. Na verdade ninguém nos magoa, as pessoas agem do jeito que podem e a gente recebe suas ações como seus erros. Mas tudo o que nos acontece nos ensina alguma coisa.
Aproveitamos o que nos aconteceu ou nos feriu para aprender. A sabedoria espiritual nos ensina que a maneira de ficarmos livres da ligação com a negatividade é não apenas perdoar, mas agradecer ao que – ou a quem - nos deu oportunidade de crescer. Para isso, começamos nossa aprendizagem com a oração do perdão, que devemos repetir muito, até ter o sentimento de perdão e agradecimento dentro de nós, sentindo-nos apaziguados:
ORAÇÃO PARA PERDOAR ( de Masaharu Taniguchi)
Eu o(a) perdoei, e você me perdoou,
Eu e você somos um só perante Deus.
Eu o amo, e você me ama também;
Eu e você somos um só perante Deus.
Eu lhe agradeço e você me agradece.
Obrigado(a), obrigado(a), obrigado(a)
Obrigado(a), Obrigado(a).
Não existe mais nenhum ressentimento
Entre nós.
Oro sinceramente pela sua felicidade.
Seja cada vez mais feliz.
Deus o(a)perdoa.
Portanto eu também o(a) perdoo .
Eu perdoei a todas as pessoas. Eu acolho a todos eles
Com o amor de Deus.
Da mesma forma, Deus me perdoa os erros
E me acolhe com o seu Imenso Amor.
Quando aquele que conseguiu vencer o ressentimento pelo perdão desejar muito encontrar seu parceiro amoroso, ensina novamente o Mestre, está pronto para evocá-lo através da oração de sua autoria que copio aqui:
ORAÇÃO DA METADE DA ALMA
Ó DEUS, SEI QUE EXISTE NESTE MUNDO UMA PESSOA QUE VÓS ESTAIS RESERVANDO PARA MIM E QUE É A OUTRA METADE DA MINHA ALMA. BEM NO ÍNTIMO DA MINHA ALMA EU SEI ONDE ESSA PESSOA SE ENCONTRA NESTE MOMENTO. ONDE QUER QUE ELA (E) SE ENCONTRE, A FORÇA MAGNÉTICA DO AMOR FARÁ COM QUE NOS APROXIMEMOS INFALIVELMENTE , E ENTÃO SE DARÁ UMA UNIÃO HARMONIOSA E ABENÇOADA POR TODOS. EU VOS AGRADEÇO, DEUS, POR HAVERDES FEITO A OUTRA METADE DA MINHA ALMA, E POR ESTARDES PROVIDENCIANDO PARA NOS CONDUZIR ATÉ UM CASAMENTO FELIZ.
Completando com muito amor a direção dessas preciosas informações, para quem sabe reconhecer, indico o site http://www.gvolive.com/conference,kaanda .
Feliz Natal para todos, Namastê !
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