sexta-feira, 8 de junho de 2012
Fev/12
A CARÊNCIA E A PROPOSTA DE VIVER BEM
Seja você a mudança que quer no mundo.
Gandhi
Conta uma estória que existia um reino onde o rei, a rainha e a filha viviam sempre felizes. Todos do reino se sentiam também felizes, pois eles não eram egoístas e procuravam distribuir bem as riquezas da terra. Sempre que aconteciam desgraças, epidemias, perdas grandes para o reinado, o rei dizia para a mulher e a filha: “- Que pena que aconteceu isso; ainda bem que somos felizes...”
Ser feliz é uma atitude. Não depende do que nos acontece. Assim como ter nossas convicções e agir de acordo com elas, não é preciso esperar que tudo em volta de nós se transforme.
Chegou a hora de perceber que não é transferindo nossos problemas para explicações sobre carma, sorte, horóscopo, que vamos resolvê-los. Ao contrário: enfrentando o que nos atemoriza, o peso das ações e consequências negativas se desfaz.
Explicar uma existência inteira com razões fora do alcance para mudar o que acontece agora, é como se nos mantivéssemos nos primeiro ano escolar e sempre repetíssemos o mesmo período porque nos recusamos a aprender. Existindo ou não a lei cármica, ela precisa ser bem entendida: carma, em sânscrito, quer dizer ação. Estar sob a lei cármica significa sofrer a consequência de uma ação, que o espiritualistas localizam nas vidas passadas. Mas como atingir uma vida já passada, ou viver se desculpando que não consegue mudar, porque aquele é seu carma? Se sofremos, atingidos por fatos tristes, a atitude a fazer é focar, objetivamente, o que está acontecendo e entender as causas. Sejam elas presas à infância, sejam elas anteriores, para quem crê. A observação das causas que aparecem no problema presente é um começo de entendimento. Um exemplo simples: alguém sofre, desde a infância, de um tipo de doença física ou mental. Temos exemplos de quem busca enfrentar a condição até transformá-la numa qualidade positiva e de outros que se entregam e se tornam, a vida inteira, dependentes de ajuda.
O conhecimento vai nos mostrar a saída. Fazendo tudo o que nos compete, estamos nos livrando de prolongar o estado de tristeza. Aprendida a lição, podemos viver libertados e seguir para a realização do nosso arbítrio.
Quando a melancolia e o desânimo começam a ocupar um espaço ameaçador no mundo emocional, o estado de fadiga se estabelece, querendo travar todas as forças. Essas são características geradas na carência que até certo ponto é natural em todos nós. Ninguém está tão preenchido e satisfeito, que não precise de carinho e atenção.
Se dermos força à carência, à condição de desamparo que existe em todas as almas humanas, com certeza vamos ampliá-la e torná-la um hábito. E vai ficar cada vez mais difícil libertar-se desse condicionamento.
Como fugir dessa armadilha?
Os gregos diziam: Se queres a paz, prepara-te para a guerra.
A capacidade de reagir é tanto maior quanto a disciplina adotada de pequenos bons hábitos que não nos desamparam.
Se costumamos a cada manhã observar nosso corpo, nosso ânimo, tomar consciência dos nossos sentidos, praticar respiração, entrando em contato com o dia, recebendo-o independente de frio, calor, chuva... Se adotarmos o hábito de não nos lamentarmos, como tantos fazem, e passarmos a olhar a tudo como bênçãos vindas da natureza... se mantivermos a disciplina , como fazem os yogues, que se harmonizam com o ambiente, agradecendo sempre a tudo e à luz de cada pessoa , dizendo: Namastê! , que significa, “ O meu Deus interior saúda o Deus dentro de você” ... Será mais suave o caminho da vida, independente das agruras, das dificuldades e do peso da responsabilidade que todos carregamos.
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