terça-feira, 6 de setembro de 2011

Texto setembro/11

PROVOCAR AMOR OU REJEIÇÃO?

Quando, pelo hábito de julgar, analisar tudo, nos acostumamos a criticar , principalmente as pessoas com quem convivemos, estamos, sem perceber, ativando uma lei mental que vai atuar em nosso roteiro de vida, dificultando o que mais desejamos: viver felizes.

O mundo e os seres em nossa volta funcionam como verdadeiros espelhos, refletindo o que pensamos e devolvendo sentimentos proporcionais e semelhantes aos que projetamos.

A palavra pathos, do grego, gerou em nosso idioma a raiz de: sentir, sofrer, termos como : apatia( não sentir), empatia ( sentir o mesmo que o interior do outro), simpatia ( sentir junto).

Ao focarmos as características negativas dos outros, estamos estabelecendo uma prioridade para esses defeitos, e uma linguagem crítica se estabelece, gerando uma resposta que se alinha e amplia os nossos próprios defeitos. Nada mais eficiente para criar uma via de rejeição. Nada mais poderoso para destruir amor e amizades que estavam se construindo na admiração e confiança. Até mesmo a fé se enfraquece quando iniciamos um processo de análises das falhas.

Aí você vai comentar: então temos que evitar a observação inteligente para sermos amados?

Temos que evitar o viver se julgando juiz dos acontecimentos, centro da verdade. Temos que adquirir o hábito de olhar o outro com uma visão maior, como a mãe que recebe seu filho recém-nascido e vai colocar nele todos os significados do bem que lhe deseja. Cada vida com que nos deparamos é uma oportunidade de renascer melhor.

Está em nós escolhermos ser rejeitados, viver em guerra, ou criar a aceitação e gerar amor. Seguindo aquela orientação perfeita e boa para todos: amar ao outro como a si mesmo, tratar o outro como gostaria de ser tratado.

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